Transtornar o olhar: mês da visibilidade trans

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Com o título “Transtornar o olhar: mês da visibilidade trans”, o evento que ocorrerá no dia 28 de janeiro, próxima quarta-feira, pretende discutir temas como o processo transexualizador, família, mercado de trabalho, mídia e transfobia.

O debate será guiado pelas ativistas e estudantes universitárias Amara Moira e Leila Dumaresq, do Coletivo Trans Tornar. Amara é Doutoranda no Instituto de Estudos da Linguagem da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e escreve no blog “E se eu fosse puta”. Leila é Filósofa graduada pela Unicamp e escreve no blog “Transliteração”.

“Transtornar o olhar” terá início às 19h, e será realizado no Auditório da  Faculdade de Engenharia de Bauru (FEB).  Não são necessárias inscrições antecipadas, e dúvidas podem ser encaminhadas para o endereço transtornar@gmail.com.

O evento é promovido pela Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (FAAC); Faculdade de Ciências (FC); Grupo de Pesquisa “Transgressões: Corpos, Sexualidades e Mídias Contemporâneas”; Projeto de Extensão “Escutando a Diversidade”; Conselho Regional de Psicologia – CRP São Paulo, e pelo Departamento de Ciências Humanas da FAAC.

Leia mais: http://bit.ly/1LcVzcL

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Cursinho pré-vestibular gratuito da Unesp Bauru prorroga prazo para inscrições em processo seletivo

O Cursinho Pré-Vestibular Gratuito “Principia”, da Unesp Bauru, prorrogou o prazo para as inscrições no Processo Seletivo 2015. Para concorrer à vaga, os candidatos devem comparecer à cantina da Faculdade de Engenharia de Bauru (FEB), localizada no campus da universidade, até o dia 30 de janeiro entre 14h e 22h. A participação na seleção é garantida mediante à apresentação da Carteira de Identidade (RG) e ao pagamento de uma taxa no valor de R$20.

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Mariane Gomes, ex aluna do Principia.

O “Principia” é um projeto de inclusão social totalmente gratuito. Vinculado à Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (FAAC), da Unesp Bauru, a iniciativa atende aos estudantes de Bauru e região com aulas focadas nos principais vestibulares do País. Para 2015, o cursinho disponibiliza 200 vagas, sendo 100 para o período noturno e 100 para o período vespertino.

Para se inscreverem, os candidatos devem estar cursando o 3º ano ou já terem concluído o Ensino Médio. Do total de vagas, 90% são destinadas a alunos oriundos de escolas públicas ou que estudaram na rede privada com 70% ou mais de bolsa de estudos (para estes casos, é necessário comprovação com documento emitido pela instituição de ensino). Os 10% restantes são oferecidos a estudantes de escolas particulares em geral. Não há limite máximo de idade.

O cursinho é totalmente apostilado e não tem nenhum custo para o aluno ao longo do ano. As aulas ocorrem de segunda a sexta-feira, das 14 às 18h para o período vespertino e das 19 às 23h para o período noturno. O “Principia” ainda conta com plantões de dúvidas durante a semana e eventuais aulas complementares e de atualidades aos sábados. Outra grande vantagem é a isenção da taxa de inscrição do vestibular Unesp para os alunos que estiverem com frequência regular e dentro do limite de faltas.

Processo Seletivo

O processo seletivo será realizado no dia 01/02 (domingo), às 8h, no campus da Unesp de Bauru. Na avaliação, serão examinadas as disciplinas de Português, Matemática, Biologia, Geografia, Física, História, Química e Atualidades. Ao todo, serão 60 questões em formato múltipla escolha.

No dia da prova, os candidatos devem chegar com 30 minutos de antecedência na cantina da FEB, mesmo local de inscrição. É necessário levar a Carteira de Identidade (RG) e o comprovante de inscrição. O gabarito deverá ser preenchido com caneta de tinta azul ou preta.

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Resumão de Sociologia #SegundaFaseVunesp

No próximo dia 14 de dezembro, os vestibulandos que foram convocados para a segunda fase da Vunesp realizarão uma prova dissertativa sobre Ciências Humanas que levará em conta conhecimentos de História, Geografia, Geopolítica, Sociologia e Filosofia. Para que cheguemos a uma inclusão maior do negro e do pobre dentro da universidade, disponibilizo um resumão sobre Sociologia para quem deseja correr atrás do prejuízo neste final de semana.

 

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O Hip Hop salva vidas, mas também pode salvar a universidade

Existe um muro invisível entre a universidade pública e a comunidade que a rodeia. O Hip Hop está no meio disso tudo e deseja quebrar esse muro, mas os “boys” precisam ajudar.

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Foto: Semana do Hip Hop Bauru 2014

Depois que “Nó na Orelha” explodiu e a classe média universitária descobriu que dá para ouvir rap e continuar sendo descolado, todo mundo passou a amar rap e a pedir mais amor por favor. Nada contra o Criolo e seu trabalho musical, mas os fãs de Criolo estão no mesmo caminho dos fãs de Beatles. Só que existe um problema nessa aproximação, rap é compromisso, não é viagem. A galera da quebrada e do Hip Hop está querendo chegar mais perto da universidade, mas o quanto a universidade está disposta a se aproximar e a compreender que o rap não é só Criolo e Emicida?

Em novembro, o Ponto de Cultura Acesso Hip Hop realizou a “Semana do Hip Hop de Bauru” com uma programação extensa repleta de shows, oficinas, saraus, atividades educativas e debates. Com o propósito de gerar uma aproximação entre a Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp) e o movimento Hip Hop, foi proposta a realização de um debate dentro da universidade. Entretanto, o momento que deveria funcionar como ajuntamento entre esses dois universos reafirmou a distância que existe e quais são os muros que os separam. O coordenador do Acesso Hip Hop, Renato Magú, questionou durante o debate não só a ausência de universitários naquele espaço, bem como o que a universidade pública compreende como Hip Hop.

Para a molecada da quebrada o Hip Hop salva vidas e traz esperança, além de dar voz à periferia. Porém, para a galera da universidade ainda é só um produto cultural a ser consumido na mesma velocidade em que universitários giram seus corpos, em festas indies e descoladas, na disputa para ver quem vira mais copos ou de quem faz mais cara de marrento para a foto quando toca Racionais. Enquanto os estereótipos estéticos sobre o Hip Hop forem maiores que o desejo de mudança da realidade das universidades públicas, o pobre e o preto continuarão sendo objeto de estudo e não protagonistas do seu próprio movimento cultural. Não adianta defender o Sistema de Cotas e recitar Marx nas assembleias estudantis se não compreender que ter marra na favela não é pose, é resistência. O Hip Hop salvou vidas, e pelo visto vai ter que salvar a universidade.

 

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