Transtornar o olhar: Unesp Bauru recebe evento em celebração ao mês da visibilidade trans

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Na próxima quinta-feira (29/01), o Brasil celebra o Dia da Visibilidade Trans. Ciente da importância da data e da necessidade de dar voz a esta causa, a Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Bauru promove encontro para discutir assuntos relevantes e urgentes em nossa sociedade.

Com o título “Transtornar o olhar: mês da visibilidade trans”, o evento irá abordar temas como o processo transexualizador e suas relações com família, mercado de trabalho, mídia e transfobia. Os debates acontecem nesta quarta-feira (28/01), às 19h, no Auditório da FEB (Faculdade de Engenharia de Bauru). A entrada é gratuita e não há necessidade de inscrição antecipada. Para dúvidas e outras informações, está à disposição o endereço transtornar@gmail.com.

O encontro foi organizado por Larissa Pelúcio e Patricia Porchat, professoras dos departamentos de Ciências Humanas e Psicologia, respectivamente. As discussões serão guiadas pelas ativistas e estudantes universitárias Amara Moira e Leila Dumaresq, ambas do Coletivo Trans Tornar. Amara é doutoranda no Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e assina o blog “E se eu fosse puta”. Leila é filósofa graduada também pela Unicamp e escreve no “Transliteração”.

Larissa Pelúcio aposta no evento como forma de aproximar a universidade de uma pauta extremamente importante. “O encontro é uma maneira de tirar o exotismo do nosso olhar, que muitas vezes acredita que a experiência trans não nos toca e que não estamos ligados diretamente à questão”, afirma. A professora entende que os relatos de duas mulheres trans serão fundamentais para a compreensão da causa e para despertar a necessidade de incluir pessoas de diferentes gêneros ao meio universitário com sensibilidade e sem paternalismo.

“Transtornar o olhar” é promovido pela Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (FAAC); Faculdade de Ciências (FC); Grupo de Pesquisa “Transgressões: Corpos, Sexualidades e Mídias Contemporâneas”; Projeto de Extensão “Escutando a Diversidade”; e Conselho Regional de Psicologia – CRP São Paulo.

Transfobia mata

O Brasil é o país onde mais ocorrem assassinatos de travestis e transexuais em todo o mundo, segundo relatório da ONG Internacional Transgender Europe. Entre janeiro de 2008 e abril de 2013, foram 486 mortes, número quatro vezes maior do que o registrado pelo México, segundo país com mais óbitos desta natureza. Os dados incluem apenas os casos reportados e a quantidade de homicídios pode ser ainda maior.

O Dia da Visibilidade Trans tem como objetivo ressaltar a importância do respeito ao movimento e alertar à sociedade que a transfobia mata.

 

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