Click, clack, boom, ouça nova música de Karol Conká e Boss In Drama

Depois de agitarem as pistas com o sucesso “Toda Doida”, Karol Conká e DJ Boss In Drama atacam novamente. O resultado da nova parceria da dupla é a música “Lista VIP”. Lançada na última sexta-feira (11), a canção já embala as melhores festas e promete colocar até as recalcadas para dançar.

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Conká não está para brincadeira. A nova música retrata o ambiente das baladas e possui frases marcantes como “Drink na mão, inimigas no chão”, “Balada pra mim não passa de esporte” e “Não entendeu? Vou desenhar, meu nome tá na lista VIP”.

Dê o play e click, clack, boom, porque esse é mais um tombamento da negrita doida:

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O incrível mundo de Dove sem racismo

A nova campanha da Dove fez um apelo para que garotas de cabelos cacheados amem a sua aparência. A ação traz um vídeo com o título “Ame seus Cachos” (“Love your curls”, no original) e propõe um resgate da autoestima das meninas com cabelo encaracolado. Não é de hoje que a marca conquista suas fãs estimulando o amor próprio e a valorização da beleza natural.

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A propaganda é excelente, certeira e mexe com o emocional de qualquer mulher de cabelos ondulados. Porém, os diversos depoimentos de garotas que possuem dificuldades em aceitar a própria aparência nos mostram uma das faces mais sombrias do racismo. Apesar de termos meninas brancas e loiras no vídeo, só quem é negra cacheada ou crespa sabe como é difícil assumir o visual natural.

A Dove sai na frente ao lançar uma bela campanha como esta. A aceitação do cabelo natural tem surgido como uma forte onda na internet e mudado a vida de diversas mulheres por meio de blogs, vlogs e páginas no Facebook repletos de dicas, relatos e tutoriais específicos. A marca também soube aproveitar uma demanda antiga e urgente, que era a inclusão e valorização de negras e donas de cabelos não lisos na publicidade de produtos de estética. Porém, a pergunta central não é abordada pela propaganda e é preciso nos atermos a ela: porque essas meninas não gostam de seus cabelos e de sua aparência?

O problema dessas garotas não é delas e muito menos de suas mães, mas de uma uma sociedade que as ensina a não se amarem em diversos momentos e espaços. Tratar de maneira individual a relação conturbada com a aparência é um peso que essas meninas e mulheres não devem carregar. O problema da autoestima baixa não é delas, mas da ditadura da beleza. O problema do racismo não é dos negros, mas dos brancos.

Para fazermos com que essas pequenas se amem é preciso trabalhar com o empoderamento individual, mas também se faz necessário criar um ambiente social que as valorize. Mesmo que o meio familiar seja o mais acolhedor em relação às madeixas das meninas, é inevitável lembrar que no futuro o mercado de trabalho poderá dizer que elas não possuem “boa aparência” com os cabelos naturais e exigirá que os alisem. Cabe ainda destacar que manter o crespo ou os cachos custa caro para algumas mulheres, pois tira delas o pão da mesa. A autoestima bem trabalhada é essencial para seguir a vida com o mínimo de sanidade, mas apenas empoderamento não mudará as estatísticas que apontam a mulher negra como a que menos recebe em seu emprego.

Seria perfeito se a dinâmica da vida funcionasse como no lindo comercial da Dove e a valorização familiar resolvesse os problemas de nossa autoestima. Entretanto, há uma boa dose de racismo na dificuldade das mulheres negras em aceitarem a própria aparência.

Dove, nós amamos nossos cachos, mas precisamos que a sociedade também os ame.

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Apartamento 302 recebe a atriz Polly, que fala sobre racismo e beleza natural

O Apartamento 302 é um projeto do fotógrafo Jorge Bispo que busca retratar a beleza natural das mulheres, fugindo dos padrões midiáticos. O projeto virou programa de TV no Canal Brasil, e recebe neste episódio a atriz Priscilla Marinho, a Polly, que em meio a risadas e lágrimas, se descobre como uma mulher livre diante a uma câmera fotográfica.

Polly também fala do que toda mulher negra já conhece, a solidão. Relembra dos casos de amor frustrados quando era mais nova. “Eu era bonitinha pô, porque ninguém gostava de mim?”, desabafa. Além de preta, Polly também é gorda e por isso enfatiza como é difícil se abrir para o outro nessas duas condições, uma vez que os julgamentos são cruéis e podem destruir a sua autoestima.:”Você ser diferente incomoda MUITO as pessoas”.

A história de Polly é a mesma de muitas mulheres gordas e pretas. Vale à pena acompanhar o desabrochar da atriz no palco de sua própria vida e beleza. #ficaadica

Veja o programa completo aqui.

Foto: Jorge Bispo

Foto: Jorge Bispo

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