Uma tigresa com lábios de Ana e pele cor de mel

A Ana Carolina é o doce tiro silencioso. É beleza e uma certeza inabalável que o mundo é dela. Já o Adriano Bueno é o amigo talentoso que consegue retratar personalidades fortes por meio da fotografia. Os dois se reuniram num parque de diversões itinerante que passava por Bauru (SP), cidade em que moram para realizar esse ensaio fotográfico inspirador.

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Foto: Adriano Bueno

Ana encarnou um personagem  hipster com elementos góticos. “Tentei ser um pouco blasé com uma mistura de quem quer estar morta, mas que ainda assim se diverte num parque de diversões”,  brinca com o meme. Sendo uma mulher negra, a atitude blasé, de ignorar certas coisas que acontecem no mundo, nos traz a impressão de que Ana é forte. Por isso vemos nela a figura da mulher negra em sua completude: doce, guerreira, alegre, resistente, uma tigresa.

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Foto: Adriano Bueno

O figurino foi montado pelos dois amigos. A saia eles encontraram num brechó, já o top é do acervo pessoal do Adriano e a maquiagem da própria Ana.

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Foto: Adriano Bueno

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Foto: Adriano Bueno

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Foto: Adriano Bueno

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Foto: Adriano Bueno

 

 

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As crianças do Projeto Formiguinha querem que você veja “Além do Olhar”

O Projeto Formiguinha, de Bauru (SP), encontrou uma forma bastante criativa para levantar fundos para a reforma de sua cozinha. Até o próximo final de semana, os educadores da ação social irão vender calendários com fotos das crianças atendidas na comunidade local.

A ideia de produzir as imagens partiu de Bárbara Mello, fotógrafa e voluntária do projeto. Em parceria com os demais educadores, ela visitou as famílias das crianças para conhecer suas realidades e fazer os registros que deram origem ao ensaio batizado de “Além do Olhar”.

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A iniciativa conseguiu capturar mais do que belas fotos. Por meio das imagens, é possível compreender a identidade de cada criança e ainda observar os resultados das atividades pedagógicas elaboradas pelos educadores do projeto. Realizado em 2014, o ensaio registra ações que incentivam e valorizam elementos como raça, classe, gênero e cidadania.

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Isis Rangel, educadora do Formiguinha há dois anos, observa que a ação mudou radicalmente o comportamento dos pequenos. “As crianças passaram a cuidar mais do projeto e dos colegas. Muitas perceberam que a comunidade pertence a elas e por isso precisam preservá-la”, destaca a voluntária.

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A prévia do ensaio “Além do Olhar” foi exposta no “Pousada Cultural”, evento realizado pelo projeto para impactar e valorizar a cultura da comunidade local. A apresentação da iniciativa foi um sucesso e fez com que as fotografias fossem transformadas em um calendário, que está sendo vendido para arrecadar fundos para a reforma da cozinha do Formiguinha.

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Todo mundo quer saber de onde vem, para onde vai, como é que entra e como é que sai. As crianças do Projeto Formiguinha também querem estas informações. Mas, antes de tudo, elas também querem lembrar a todos para onde vão e porque são o que se são, figurando em cada mês do ano com uma fotografia.

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O calendário custa R$20 e pode ser adquirido na barraquinha do Formiguinha em frente à Biblioteca da Unesp de Bauru (das 13h às 14h e das 18h às 19h) ou a partir de pedidos por meio da página do projeto no Facebook.

O projeto

O Projeto Formiguinha é uma ação sem fins lucrativos tem como principal objetivo evitar que as crianças e os jovens caiam na marginalidade que a rua oferece, realizando atividades educativas, recreativas, esportivas e culturais.

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Farm divulga coleção de inverno e reascende debate sobre a representação da mulher negra

A marca de roupas Farm apresentou a sua nova coleção inspirada na cultura negra para o inverno 2015, a Black Retrô. Segundo a diretora criativa, Katia Barros, a coleção foi pensada numa forma de reconhecimento à cultura negra que faz parte da história do Brasil. “A coleção foi pensada sobretudo pra reconhecer a beleza e a elegância da cultura negra. A ideia de trazer o retrô dentro da cultura black é resgatar a elegância do passado, é um resgate à memória”.
bola_blackretroOs responsáveis pelos cliques foram os fotógrafos Raphael Lucena e Carol Wehrs, que retrataram verdadeiras obras de arte. Parte da coleção foi fotografada nos Lençóis Maranhenses. “Lençóis trouxe uma estética de arte e fotografia muito precisa nessa campanha, além disso, o lugar tem uma natureza exuberante e uma paisagem que muitas vezes fica monocromática, pois podemos ver só o branco da areia ou o azul do céu e das águas, diferentes visões que fazem toda a diferença”, explica Katia e Carlos, diretor de branding.
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A coleção está realmente linda, é de encher os olhos. Mas há ainda algo que nos incomoda quando o assunto é mulher negra e a moda. Apesar dessa iniciativa, a Farm esteve envolvida com um recente caso de apropriação cultural e racismo ao postar em seu Instagram uma foto de uma modelo branca vestida de Iemanjá, símbolo de religiões de matrizes afro. O caso teve grande repercussão, pois o cantor de rap Emicida criticou a postura da marca na foto divulgada.
Além desse episódio, a Farm não é uma marca conhecida por retratar negras em sua coleção, por isso fica a dúvida se o objetivo é realmente o de inclusão da cultura negra. Acreditamos que iniciativas como essa sejam interessantes, mas enquanto não existirem mulheres em coleções diversas de marcas como a Farm, o racismo ainda será uma marca do universo da moda. Afinal, mesmo que presente, a mulher preta em geral é escolhida para ensaios temáticos e específicos, mas não é integrante desse universo.
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A falta de representatividade da mulher negra na moda é alvo da crítica da estudante de 22 anos, Victoria Madeiro.  Victória  cursa  Produção de Moda no Senac, unidade Lapa Faustulo, e acredita que essa coleção não é suficiente. “Eu quero gente preta em todas as coleções, porque gente preta também é gente e deve ser representada no verão, no inverno, na primavera e no outono”.
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Para a Black Retrô, a Farm alega que sentiu a necessidade de fazer uma coleção com a temática África desde que fizeram sua primeira viagem de pesquisa para o continente. Mas afinal, o que é a África? Quais países foram visitados, qual é a peculiaridade de cada cultura em que entraram em contato? Tratar a África como um só país não é só um erro das marcas de roupas, mas esse conceito de uma África distante e única é amplamente utilizado em editoriais de moda. Para a estudante de Arquitetura e Urbanismo da PUC de Campinas,  Stephanie Ribeiro, é um absurdo a maneira como retratam um continente tão rico e diverso como África. “O negro em geral, no Brasil ou no continente Africano, ele tem sempre uma história única e consequentemente  só é representado quando é interessante em determinado contexto”, critica.
A beleza negra é sempre retratada pelo viés da diversidade, entretanto, é preciso que seja cada vez mais a regra de um contexto estético e político para que possamos avançar  nas representações da negra sem cair na reafirmação de estereótipos.
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Editorial “Tropical Paradise” apresenta a mulher negra brasileira plus size

A renomada fotógrafa Adriana Líbini começou o ano nos presenteando com um Editorial de Moda Plus Size que busca retratar a beleza da mulher negra. Como primeiro trabalho do ano, “Tropical Paradise”, apresenta mulheres repletas de vitalidade, com olhos iluminados e brilhantes. Além dos cílios perfeitamente curvados e maçãs do rosto esculpidas.

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As modelos escolhidas foram Dayana Toledo e Fabiola Romão que se saíram muito bem com looks multicoloridos. A maquiagem em camas é de encher os olhos, com sombras de pó colorido a partir do rosa blush, batons brilhantes coloridos em tonalidades de rosa, laranja ou roxo. O resultado foi um ensaio repleto de leveza, charme e alegria, do jeitinho das mulheres negras, não é mesmo? O ensaio está realmente lindo, nós amamos. Deem uma olhada nas outras fotos.

Para conhecer mais do trabalho da fotógrafa Adriana Líbini, acesse:  http://adrianalibini.com.br/

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Créditos: Fotografia Adriana Líbini, Produção de Moda Carol Santos, Makeup & Hair Tati Souza, Direcionamento de Poses Adriana Líbini e Henrrique Santana, Texto Carol Santos, Revisão Magdiel Líbini, Retouch Vania Santos e Adriana Líbini, Modelos Dayana Toledo e Fabiola Romão, Modelos vestem U’Z Criolos, Xica Vaidosa e Wish Fashion.

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Projeto de colagens busca retratar a beleza da mulher negra

A Karol Rodriguez é daquelas meninas que o corpo pulsa arte e criatividade. O Ensino Médio ela acabou de concluir, mas já tem se desafiado em outras formas artísticas. Amante do desenho, Karol decidiu se aventurar nas colagens, método de manipulação de fotografias em que se cola umas sobre as outras.

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Para começar, a artista realizou uma série de imagens que busquem valorizar a beleza de mulheres negras focando na individualidade de cada uma. As personagens escolhidas vieram de um grupo em que Karol participa no Facebook, “Arte das Pretas”. Para o processo de criação foram utilizados editores online como o Pixrl e o Editor Express, além do programa Adobe Illustrator.

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Karol conversou com cada menina que desejou retratar e diz que o seu objetivo era o de incentivar a identificação de cada uma como negras. “Acho que o que eu mais queria era mostrar como elas se encaixam dentro delas mesmo, e como se aceitam como pretas, o que não é fácil para todas as minas”, explica.

O projeto ainda está no começo, para janeiro a artista promete fazer mais colagens e dar continuidade nesse trabalho de valorização da beleza negra.

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Menina, mulher da pele Pyetra

Há um sorriso, uma força e uma beleza em Pyetra Macedo que nos toca. Foi essa força que levou o fotógrafo Adriano Vannini a transformar Pyetra numa musa do Jazz seiscentista no ensaio “Blue in Green”. Esse é o primeiro ensaio do projeto de Adriano que busca retratar a mulher negra na música.

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A deusa de apenas dezessete sonha em ser modelo e está insatisfeita com as regras que anulam a sua identidade e beleza no atual emprego em que é proibida de usar brincos, maquiagem e unhas cumpridas. “Minhas tranças tem que permanecerem presas, meus cabelos presos, isso me incomoda MUITO”, lamenta.
Longe dos padrões sociais estéticos, Pyetra é uma beleza resistente. “Pela primeira vez senti que minha beleza vinha de dentro de mim, não uma beleza ditada pela sociedade”, enfatiza. Esse é só o começo de um lindo sonho, a jovem acredita que outros ensaios virão. Enquanto isso esbanja beleza num reggae ou num samba raiz.

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Apartamento 302 recebe a atriz Polly, que fala sobre racismo e beleza natural

O Apartamento 302 é um projeto do fotógrafo Jorge Bispo que busca retratar a beleza natural das mulheres, fugindo dos padrões midiáticos. O projeto virou programa de TV no Canal Brasil, e recebe neste episódio a atriz Priscilla Marinho, a Polly, que em meio a risadas e lágrimas, se descobre como uma mulher livre diante a uma câmera fotográfica.

Polly também fala do que toda mulher negra já conhece, a solidão. Relembra dos casos de amor frustrados quando era mais nova. “Eu era bonitinha pô, porque ninguém gostava de mim?”, desabafa. Além de preta, Polly também é gorda e por isso enfatiza como é difícil se abrir para o outro nessas duas condições, uma vez que os julgamentos são cruéis e podem destruir a sua autoestima.:”Você ser diferente incomoda MUITO as pessoas”.

A história de Polly é a mesma de muitas mulheres gordas e pretas. Vale à pena acompanhar o desabrochar da atriz no palco de sua própria vida e beleza. #ficaadica

Veja o programa completo aqui.

Foto: Jorge Bispo

Foto: Jorge Bispo

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