Click, clack, boom, ouça nova música de Karol Conká e Boss In Drama

Depois de agitarem as pistas com o sucesso “Toda Doida”, Karol Conká e DJ Boss In Drama atacam novamente. O resultado da nova parceria da dupla é a música “Lista VIP”. Lançada na última sexta-feira (11), a canção já embala as melhores festas e promete colocar até as recalcadas para dançar.

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Conká não está para brincadeira. A nova música retrata o ambiente das baladas e possui frases marcantes como “Drink na mão, inimigas no chão”, “Balada pra mim não passa de esporte” e “Não entendeu? Vou desenhar, meu nome tá na lista VIP”.

Dê o play e click, clack, boom, porque esse é mais um tombamento da negrita doida:

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“Don’t touch my hair” e desce até o chão

Festa com temática negra promete agitar noite paulistana neste sábado (11)

Toda mulher negra com cabelo afro já ouviu alguma vez na vida se podiam tocar nele. É incrível, a pergunta surge nas mais diversas situações: no bar, no ônibus, na fila da loja, no meio da aula, no trabalho, na balada, na entrevista de emprego.

Sabe quando você está com pressa? Correndo para pegar o ônibus ou para chegar no banco antes das 16h? Pois é, nessas horas sempre surge alguém pedindo para pegar no seu cabelo e fazendo diversas perguntas inconvenientes. Seu cabelo é natural? Você faz esses cachos no dedo? Você lava? Dá para esconder muita coisa ai dentro? O que você fez para ele ficar assim?

Nascemos.

No começo, as perguntas não incomodam tanto, nem sempre percebemos o racismo contido nelas. Acreditamos inocentemente que é curiosidade e estamos fazendo um bem em prol de todas as pessoas negras deixando brancos tocarem em nosso cabelo. Pera lá, não é bem assim.

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Quer saber mesmo a verdade? Enfiaram na nossa goela o cabelo liso e não possuem o mínimo de interesse em buscar informações e respeitar os nossos fios, tranças, dreads e turbantes. A curiosidade passou a ser falta de respeito. Tem gente que sequer pergunta e sai metendo a mão no nosso cabelo como se nosso corpo fosse espaço público. O cansaço e o afrontamento sempre chegam. Quer saber?

Don’t touch my hair.

No próximo sábado, dia 11 de julho, o Porão da Sanfran vai receber uma festa com temática negra organizada por mulheres que estão cansadas do racismo, machismo, lesbofobia, bifobia, homofobia e transfobia. Com o nome “Don’t touch my hair”, prometem colocar todo mundo para mexer a bunda com as músicas que foram sensação em outras épocas e estouraram recentemente no mundo, e claro, tudo de artistas negros.

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A festa tem como objetivo mostrar que racismo e questões envolvendo gênero e sexualidade não estão dissociadas. Jéssica Ipólito, uma das organizadoras, explica como espaços que valorizam a cultura negra também podem ser opressivos para diversas pessoas.

“Em festa hip-hop rola um machismo e outros preconceitos de modo pesado. Festa de ragga, dancehall também são opressivas para mulheres em geral, gays, lésbicas, bissexuais e transsexuais. As festas black de São Paulo não são diferentes”, critica.

Atrações

O time para agitar a noite é puro afrontamento. Tássia Reis, rapper que vem ganhando destaque na cena paulistana por sua voz suave e potente irá se apresentar ao lado de Xênia França, vocalista da banda Aláfia e que realizará um pocket show de BahiaBase. A discotecagem ficará por conta da DJ Luana Hansen, Jéssica Tauane (Canal das Bee), Eric Dos Palmares e a dupla Jamille e Regiane.

Um concurso de box braids (tranças sintéticas) também será realizado na festa com o objetivo de valorizar a beleza negra. O evento é destinado para todos os públicos, sem qualquer tipo de distinção. Jéssica explica que o nome da festa não busca restrições, mas a transmissão de uma mensagem que possui pouco espaço.

“A maioria de nós sabe o que é ter nosso cabelo visto como exótico, diferente e até mesmo “corajoso” de se ter. As pessoas querem olhar com as mãos sem a permissão, isso é tenso demais. Pode olhar, mas don’t touch, ok?”.

Confirme presença no evento e veja mais informações dessa noite afrobaphônica.

 

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Festa “Off The Wall” realiza ação contra o preconceito

Existem festas que deveriam colocar no cartaz de divulgação que é open de mordida, beliscão, passada de mão na bunda, elogios que mais parecem xingamentos. Tudo com um forte toque de racismo, machismo e homofobia. Diante aos sucessivos casos de assédio e violência nas festas de Bauru, os organizadores da “Off the Wall” realizaram uma ação especial de divulgação para a próxima edição da festa que está marcada para o dia 16 de janeiro, na Labirinthus International.

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Agnes Sofia Guimarães, estudante de Jornalismo da Unesp, se animou ao saber que a organização do evento possui essa preocupação. Para Agnes, o trauma da violência em que passou numa festa ainda interfere na sua decisão de ir ou não. A estudante conta que ficou com um rapaz que queria força-la a fazer coisas no qual não queria, e por isso, ele a violentou fisicamente e verbalmente. “Ele disse que era muito estranho eu não ser daquelas de ter orgulho da sua sexualidade, afinal eu era negra, um tipo de mulher que se excita com mais facilidade”, relata a estudante.

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“NÃO DEIXEM TE DIZER QUE VOCÊ NÃO TEM ESPAÇO. NÓS SOMOS A RESISTÊNCIA!”

Para Renan Estivan, um dos organizadores da “Off the Wall” é importante que pessoas que passaram por violências de todo tipo em festas, como a Agnes, possam se sentir a vontade. “A gente escolheu essa temática de divulgação, contra o preconceito, para deixar claro o que a festa representa”. Renan conta que também já passou por assédio moral numa festa. “Pela primeira vez na minha vida tive que ir embora mais cedo  porque estava com medo”. O jovem relata que um grupo de rapazes fizeram chacota da fantasia que vestia e isso chegou a assusta-lo. O estudante de Design enfatiza que esse não é o espírito da Off The Wall, e deseja que todos possam “se jogar” na festa sem se preocupar com atitudes violentas.

"A ADORÁVEL LIBERDADE DE AMAR!"

“A ADORÁVEL LIBERDADE DE AMAR!”

A AÇÃO

Com fotos que retratam a quebra de preconceitos, a ação também visa divulgar quais bebidas serão servidas no open bar da festa.  Guilherme Delarmelindo, outro organizador do evento, salienta que é o objetivo é que todos entendam que podem ser quem desejam ser. “Numa festa, geralmente o que mais atrai nosso público é a bebida, então escolhemos a divulgação do open bar para comunicar o que defendemos”, explica. Cada bebida fez referência a algum movimento ou discussão social. A ação conta com imagens sobre a fuga dos padrões de beleza, a luta pelos direitos do movimento LGBT, a luta contra o racismo e da igualdade dos gêneros. Arthur Ferreira, que também é organizador do evento explica que as imagens foram concebidas como um protesto. “Nossa causa é o pop, mas não podemos esquecer-nos dos outros recortes que influenciam nossa diversão”, pondera.

Confira mais imagens que participaram da ação:

"SEU DIREITO É DE SE ACABAR NA PINGA DE SABOR E SE ESBALDAR NO RESPEITO"

“SEU DIREITO É DE SE ACABAR NA PINGA DE SABOR E SE ESBALDAR NO RESPEITO”

 

"LUTE PELO ESSENCIAL!!!"

“LUTE PELO ESSENCIAL!!!”

 

"LIBERTE-SE DOS PADRÕES!"

“LIBERTE-SE DOS PADRÕES!”

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