5 em 50: Egito e Índia pelo olhar de duas brasileiras

O mundo é seu, o mundo é meu e também é da Giovanna Falchetto e da Fernanda Bichuette. As duas contaram um pouco do intercâmbio que fizeram pela AIESEC no evento “5 em 50” na Unesp de Bauru. Além de realizarem um sonho, as universitárias puderam trabalhar como voluntárias em projetos de impacto social nos países em que visitaram. A Giovanna foi para o Egito e a Fernanda para a Índia.

As mulheres cada vez mais têm rompido barreiras e conquistado um espaço maior no mundo, entretanto, nem todo lugar é seguro para elas. As brasileiras são tratadas de maneira extremamente sexualizada, mas quando falamos de Egito e Índia a situação é mais complicada. Segundo uma pesquisa realizada pela Fundação Thompson-Reuters, o Egito é considerado o pior país para mulheres do mundo árabe. O estudo mostrou que o assédio sexual, mutilações dos genitais e tráfico de mulheres são recorrentes e torna o país um lugar inseguro. Giovanna conta que a mulher brasileira ainda é vista de maneira estereotipada, mas afirma que a sua maior dificuldade foi por ser mulher e não brasileira. “A situação da mulher no Egito é horrorosa, o Feminismo sangra lá de tanto que as mulheres são submissas”, aponta a estudante.

A situação não é diferente na Índia, um país onde um grupo de mulheres é condenado a uma vida de humilhações e de violência desde o nascimento. Há uma divisão social bastante rígida definida pelas castas. Quem nasce na camada mais baixa é chamado de ‘dalit’ ou ‘intocável’, mas o nome não significa privilégio algum. Os ‘intocáveis’ não têm direitos e são vítimas de todo tipo de agressão, especialmente as mulheres. Algumas chegam a ser atacadas com ácido e estão expostas a agressões, assédios e estupros a todo o momento. Fernanda não passou por situações como essa, pelo contrário, foi muito bem tratada. “Entrei em muita festa de graça pelo simples fato de ser brasileira”, conta.

Romper essas barreiras por serem mulheres mostra como a viagem de Giovanna e Fernanda foi especial. Pedimos para as duas listarem cinco coisas que a impressionaram e adoramos o resultado. Vejam a lista:

5 coisas incríveis sobre o Egito por Giovanna Falchetto

  1. A Intensidade das pessoas. Os árabes são muito intensos no modo de se relacionar. Falam muito rápido e gesticulam muito. Fazem amizade rápido e acolhem um estrangeiro de forma surpreendente, fazem de tudo pra você se sentir em casa e bem.
  1. A praia de Dahab. O lugar mais bonito em que já fui na vida.

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  1. Monte Sinai. Apesar de não ter religião definida, tenho muita fé e ter estado nesse lugar significou muito pra mim.
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  1. A troca de valores e cultura que tive por estar trabalhando com mais de 70 pessoas de países diferentes.
  1. A energia do lugar. Acredito muito em energias que se trocam e se completam e no Egito senti isso de forma inexplicável.

5 coisas incríveis sobre a Índia por Fernanda Bichuette

  1. A comida. Eu engordei 7kgs lá na Índia. A comida é EXTREMAMENTE apimentada. Eu já sabia que ia me deparar com isso, mas achei que dava pra engolir. Como para conseguir comer eu tinha que beber mais de 1l de água eu acabei comendo muito fast food.
  1. As pessoas. Esse é um idoso Sikh, religião mais fofa da Índia. Eles simbolizavam simpatia e receptividade pra mim. Sempre muito dispostos a me ajudar. E não era diferente com as outras pessoas de lá. Nunca me senti tão bem recebida em um lugar! Quando eu saia, era mais de dez pessoas pedindo para tirar foto pelo simples fato de eu ser de outro país.
  1. Fronteira Índia-Paquistão. Estive em uma cidade em que haviam jogado uma bomba na semana anterior a minha visita. Fiquei sabendo depois que fui embora. E que bom! Consegui aproveitar muito e foi um dos eventos mais incríveis. Índia de um lado do portão, Paquistão do outro. Cada um com seu grito de “guerra”, mas de forma pacífica. Foi lindo de ver. Chamaram as mulheres indianas para dançar e eu fui também. Com certeza, meu “aha moment” da viagem toda!
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  1. Templo de Lotus. 8 religiões em um Templo só. Isso demonstra muito a tolerância e diversidade religiosa que me encantou por lá. Todos se respeitam muito. Dentro desse templo, senti uma paz indescritível. Lá dentro tem um altar sem imagem alguma e alguns bancos. Estar lá foi uma das minhas melhores experiências no país e considero esse Templo o mais incrível lugar de Nova Deli.
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  1. Cerimônia religiosa na beira do Rio Ganges. No meu primeiro final de semana fui viajar e acampar na beira do Rio Ganges. Ao fim do dia, participei de uma cerimônia religiosa em sua margem. Foi naquele momento que senti, de vez, que estava na Índia. Mais de 300 pessoas cantando em uma só voz e demonstrando sua fé. Foi demais!

Gostou das histórias? Giovanna e Fernanda participam com outros jovens da AIESEC Bauru, a instituição que organizou as viagens que realizaram. Para conhecer mais da instituição acesse o site ou entre em contato pela página no Facebook.

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