Sobre

A que invade, machuca, maltrata e funde a cuca  

 

Distantes de um cenário de igualdade social, a mulher negra carrega sobre seus ombros o peso do machismo, bem como do racismo. Metade das mulheres no Brasil são negras, mas quais são seus nomes, histórias e identidades?

Sobreviventes da anulação sistemática nas novelas, comerciais e diversos espaços midiáticos, essas mulheres lutam contra o processo de aniquilação que homens e mulheres negras passam diariamente. “Que nega é essa?” é a busca pela visibilidade da mulher negra na sociedade e na mídia. Se na novela são empregadas, neste espaço são protagonistas.

Para assimilar a realidade da mulher negra na sociedade é necessário compreender a ideia da interseccionalidade. A mulher negra é a carne mais barata do mercado, pois é vítima não só do machismo, mas do racismo e preconceito social. O Feminismo Negro e Interseccional reconhece que feminismo e movimentos negros, trabalhados de modos separados não são capazes de contemplar as demandas da mulher negra. Sendo assim o Feminismo Negro e Interseccional é relevante neste espaço para a promoção e ampliação de debates acerca da mulher negra.

Jor Ben Jor cantou e nós continuamos perguntando, que nega é essa?