Grife norte-americana usa apenas modelos negras e plus size em suas propagandas

A grife “Rum + Coke” vende roupas como qualquer grife, entretanto, na sua publicidade só tem modelos negras e plus size. Os projetos da estilista e designer Courtney Smith ostentam curvas e apelam para estampas, cores vivas e tecidos exuberantes. Os preços da marca são acessíveis, entre 48$ e 200$. Já os tamanhos vão do pequeno ao 3XL, numeração maior que o Extra GG, ou seja, seus produtos são destinados para pessoas da vida real. O mundo da moda é permeado de muitos rótulos, e o objetivo da “Rum + Coke”, é que sendo plus size ou não, a marca atinja mulheres de maneira agradável com modelos semelhantes a elas.

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Kianna Top Curto, US $ 48, Maya Saia, $ 88. Foto: Rum + Coke

 

Smith tem como inspiração a cidade de Nova York, e busca neste grande centro urbano chique mulheres de todos os tipos e de todos os lugares. Em entrevista ao site Refinery 29 a estilista garante que não estava bêbada quando criou o nome da marca, mas explica que faz roupas para mulheres divertidas como ela. “Todo mundo me chama de Coco e um derivado desse nome é Coke. Eu queria que a marca fosse divertida, então eu adicionei um pouco de rum!”, conta Smith.

Outro princípio fundamental da marca é que existe uma multiplicidade de beleza, entretanto, raramente é vista nas propagandas, e por isso, em suas fotos busca representar as mulheres maiores e negras. “Ninguém questiona por que existem apenas mulheres magras e pequenas como público alvo das outras marcas?”, pergunta a estilista.

Ainda sobre os padrões de beleza a criadora de “Rum + Coke” fala sobre as mensagens negativas que as mulheres estão sujeitas diariamente. “Você não é fina o suficiente, você não é jovem o suficiente, você não é leve o suficiente. Isso tudo basicamente diz às mulheres que são insuficientes”, e acrescenta que deseja que as mulheres entendam que elas são bonitas do modo em que são.

Outro motivo para que R+C faça sucesso entre as mulheres é a demanda que existe no mercado para a moda plus size. Smith fala que o mercado está evoluindo, mas ainda falta muito. “Sinto que muitas marcas ficam aquém de fazer mais peças de qualidade, ou mais peças em tudo, por causa do estigma ligado ao peso”. A estilista acredita que as marcas plus size podem fazer melhor, e não há dúvidas de que “Rum + Coke” tem feito roupas melhores para mulheres que estão acima da etiqueta G.

Veja mais fotos:

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Tina Vestido, US $ 65. Foto: Rum + Coke

 

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Toni vestido, US $ 200. Foto: Rum + Coke

 

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Joan Vestido, $ 115. Foto: Rum + Coke

 

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Coke Vestido, $ 115. Foto: Rum + Coke

 

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Ferguson é aqui: população vai às ruas no dia de hoje manifestar contra a violência e o racismo policial

Sair de casa é sempre um risco para o jovem negro. O medo de ser a próxima vítima de um assassinato por parte da Polícia Militar faz parte da rotina desses jovens, e das mães que passam a vida buscando justiça. Mas como encontrar justiça se é o Estado que tem matado seus filhos e a cada dia torna o racismo institucionalizado? Nos Estados Unidos a situação para a população negra é semelhante, e por não se conformar com o assassinato de mais um adolescente negro em Ferguson, a cidade foi palco de inúmeras manifestações. Seguindo o exemplo da comunidade negra dos Estados Unidos, um ato será realizado hoje em São Paulo contra a polícia e o Estado racista. Com o título “FERGUSON É AQUI!”, a concentração será às 16h na Praça da República.

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O ato convocado por quarenta e duas entidades e coletivos, até o momento, apresenta o seguinte trecho em nota divulgada em evento no Facebook:

“O número de homicídios no pais é superior ao de guerras; O número de assassinatos promovidos por oficiais do Estado são incompatíveis com qualquer experiência democrática; Corpos aos montes, prisões e torturas; Denúncias permanentes por partes de movimentos sociais, órgãos de pesquisa oficiais e até por parte de organismos internacionais. Mas nada, absolutamente nada tem sido capaz de deter o caráter genocida do Estado e de seus órgãos de repressão”.

Para compreendermos em números, segundo um estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre racismo no Brasil em 2013, a expectativa de vida de um homem jovem brasileiro, negro ou pardo, é menor que a metade da de um homem branco da mesma idade. O estudo aponta outros dados importantes para a compreensão da necessidade de um ato como esse. Brasileiros negros e pardos sejam ricos ou pobres, seja homem ou mulher, têm quase oito vezes mais possibilidade de se tornar vítima de homicídio do que as pessoas não-negras. Para cada três vítimas de assassinato no Brasil, duas têm a pele escura.

O estudo completo se encontra AQUI.

E AQUI está o evento do ato no Facebook.

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Festa “Off The Wall” realiza ação contra o preconceito

Existem festas que deveriam colocar no cartaz de divulgação que é open de mordida, beliscão, passada de mão na bunda, elogios que mais parecem xingamentos. Tudo com um forte toque de racismo, machismo e homofobia. Diante aos sucessivos casos de assédio e violência nas festas de Bauru, os organizadores da “Off the Wall” realizaram uma ação especial de divulgação para a próxima edição da festa que está marcada para o dia 16 de janeiro, na Labirinthus International.

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Agnes Sofia Guimarães, estudante de Jornalismo da Unesp, se animou ao saber que a organização do evento possui essa preocupação. Para Agnes, o trauma da violência em que passou numa festa ainda interfere na sua decisão de ir ou não. A estudante conta que ficou com um rapaz que queria força-la a fazer coisas no qual não queria, e por isso, ele a violentou fisicamente e verbalmente. “Ele disse que era muito estranho eu não ser daquelas de ter orgulho da sua sexualidade, afinal eu era negra, um tipo de mulher que se excita com mais facilidade”, relata a estudante.

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“NÃO DEIXEM TE DIZER QUE VOCÊ NÃO TEM ESPAÇO. NÓS SOMOS A RESISTÊNCIA!”

Para Renan Estivan, um dos organizadores da “Off the Wall” é importante que pessoas que passaram por violências de todo tipo em festas, como a Agnes, possam se sentir a vontade. “A gente escolheu essa temática de divulgação, contra o preconceito, para deixar claro o que a festa representa”. Renan conta que também já passou por assédio moral numa festa. “Pela primeira vez na minha vida tive que ir embora mais cedo  porque estava com medo”. O jovem relata que um grupo de rapazes fizeram chacota da fantasia que vestia e isso chegou a assusta-lo. O estudante de Design enfatiza que esse não é o espírito da Off The Wall, e deseja que todos possam “se jogar” na festa sem se preocupar com atitudes violentas.

"A ADORÁVEL LIBERDADE DE AMAR!"

“A ADORÁVEL LIBERDADE DE AMAR!”

A AÇÃO

Com fotos que retratam a quebra de preconceitos, a ação também visa divulgar quais bebidas serão servidas no open bar da festa.  Guilherme Delarmelindo, outro organizador do evento, salienta que é o objetivo é que todos entendam que podem ser quem desejam ser. “Numa festa, geralmente o que mais atrai nosso público é a bebida, então escolhemos a divulgação do open bar para comunicar o que defendemos”, explica. Cada bebida fez referência a algum movimento ou discussão social. A ação conta com imagens sobre a fuga dos padrões de beleza, a luta pelos direitos do movimento LGBT, a luta contra o racismo e da igualdade dos gêneros. Arthur Ferreira, que também é organizador do evento explica que as imagens foram concebidas como um protesto. “Nossa causa é o pop, mas não podemos esquecer-nos dos outros recortes que influenciam nossa diversão”, pondera.

Confira mais imagens que participaram da ação:

"SEU DIREITO É DE SE ACABAR NA PINGA DE SABOR E SE ESBALDAR NO RESPEITO"

“SEU DIREITO É DE SE ACABAR NA PINGA DE SABOR E SE ESBALDAR NO RESPEITO”

 

"LUTE PELO ESSENCIAL!!!"

“LUTE PELO ESSENCIAL!!!”

 

"LIBERTE-SE DOS PADRÕES!"

“LIBERTE-SE DOS PADRÕES!”

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Karol Conka lança novo single e deixa todo mundo tombado

Na manhã dessa terça-feira, Karol Conka lançou seu novo single em parceria com Tropikallaz, “Tombei”. No seu famoso jeitinho eletrônico feat afro-brasilidades, “Tombei” tem tudo para ser o novo hit das festas em 2015. Ela que é uma das grandes revelações do rap nacional e tem conquistado o Brasil e a Europa com o seu trabalho original, tem mostrado caminhos que o rap pode seguir e vai mais longe em “Tombei”.

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Com uma pegada descontraída e enfatizando o poder da mulher, o novo single de Conka traz trechos divertidos como “Mamacita fala, vagabundo senta”. A mulher de “Tombei” é forte e independente, que dita as próprias regras na relação e impõe o respeito, “Se quiser falar comigo, fala direito”.

Karol Conka mandou a gente tombar, e estamos no chão. Quem quiser ficar tombadinho de amor ao vivo, a rapper vai lançar o single amanhã, dia 17 de dezembro, às 21h pelo Netshow.me. Para acompanhar é só se acessar e se inscrever AQUI.

Ouça “Tombei”:

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Desafios da juventude negra é tema de evento a ser realizado neste final de semana em São Paulo

Discutir qual Brasil queremos para a juventude negra é o objetivo do Seminário “Juventude Negra: Desafios e projeto estratégico para o Brasil”. O evento será realizado nesse final de semana, nos dias 5 e 6 de dezembro no Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência no Estado de São Paulo (Sinsprev). O seminário é uma realizada da Fundação Friedrich Ebert em parceria com entidades do movimento negro. O “Que nega é essa?” foi convidado para participar e no sábado pela manhã contribuirei com uma fala sobre os desafios do movimento negro dentro da comunicação.

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Para Juninho do Circulo Palmarino, o evento é um espaço importante, pois, tem observado um esvaziamento do debate ideológico político e ideológico sobre a sociedade. “O atual modelo de acomodação, de desenvolvimento à partir da ampliação do mercado de consumo vem se mostrando insuficiente para dar respostas a melhorias da qualidade de vida, principalmente das populações mais pobres e especial a negra”.

O seminário terá três momentos de debate, na sexta-feira o tema é “Brasil pós-eleições e a juventude negra”, no sábado pela manhã as “Lutas da juventude negra” estará em foco, e durante o período da tarde será discutido o “Projeto estratégico da juventude negra”. Os dados sobre a violência em que os jovens negros estão submetidos são aspectos importantes a serem levantados no evento, como coloca Juninho.

“Não é possível imaginar que vivemos em uma democracia que assassina 56 mil pessoas por ano, 30 mil jovens, sendo esses 30 mil, 77% jovens negros. Um estado democrático de direitos, onde trabalhadoras domésticas ainda não possuem plenos direitos trabalhistas. Onde a população negra representa 73% das pessoas abaixo da linha da pobreza. Em que os grandes meios de comunicação ainda constroem um imaginário de mulher negra como objeto sexual. Onde a nossa história ainda não é contada Nas salas de aula. Onde as negras e negros não estão nas esferas de poder e na representação politicas”.

SERVIÇO

Quando: 5 e 6 de dezembro de 2014
Local: Sinsprev (Rua Antonio de Godoy, nº 88 – 2º andar – Centro – São Paulo)
Evento: http://on.fb.me/1ySm5kY

PROGRAMAÇÃO

Sexta-feira | dia 5 | 18h30

“Brasil pós-eleições e a juventude negra”

Formato: Intervenções rápidas, seguidas de debate
Mediadora: Geyse Anne (Enegrecer)
Douglas Belchior (UNEAFRO)
Larissa Borges (Coletivo Casa de Pretas)

Sábado | dia 6 | 9h – 12h

“Lutas da juventude negra”

Formato: Intervenções rápidas, seguidas de debate
Mediador: Samoury Mugabe (APJN)
Extermínio – Lula Rocha (FEJUNES)
Comunicação – Aline Ramos (Que nega é essa?)
Reforma política – Beatriz Lourenço (Levante Popular da Juventude)
Mulheres – Nazaré Cruz (ACYOMI)
Trabalho – Thiara Nascimento da Cruz (CUT)
Juventude – Tamires Gomes Sampaio (Centro Acadêmico João Mendes Jr.)
Cultura – Andressa Baptista (Rio) a confirmar
LGBT – Yuri Silva (CEN)

Sábado | dia 6 | 14h – 18h
“Projeto estratégico da juventude negra”

Mediador: Juninho (Circulo Palmarino)
Dennis Oliveira (Quilombação)
Matilde Ribeiro (Unilab)

 

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