manda333

Se eu não me valorizar, quem vai fazer isso por mim? #mixtape

Tudo bem, Amanda, a gente sabe que é difícil sair fora de certas relações e não correr atrás daquele babaca. Já que você disse que não quer mais saber do Fernando, preparamos uma playlist para comemorar junto contigo. Escolhemos mulheres maravilhosas do funk que têm muito a dizer sobre essa sua nova e sensacional fase.

Se você já passou pelo o mesmo que a Amanda ou está passando, dê o play e venha com a gente. Afinal, se eu não me valorizar, quem vai fazer isso por mim?

 

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Em novo clipe, Rihanna apresenta o sonho de uma América sem racismo

Rihanna está novamente nos holofotes. Nesta segunda-feira (6), a cantora surpreendeu o público ao lançar o clipe de “American Oxygen”, canção apresentada no Festival March Madness, em Indianápolis (EUA), no último final de semana. Se a música fala de uma sociedade ideal e sem preconceitos, a diva aproveita o vídeo para escancarar uma América racista e segregacionista.

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Foto: Reprodução

Com o clipe, Rihanna entra para o time de artistas negros que utilizaram seus trabalhos em favor da luta contra o racismo. No vídeo, a letra da música que enfatiza o sonho americano é confrontada pelas imagens. Esqueça os EUA festivo e alegre que cantoras pop como Britney Spears e Kate Perry apresentam com orgulho. Rihanna vai por outro caminho e expõe a violência policial e o preconceito de cor que ainda se mostram fortes no país, apesar dos avanços. A imagem do atentado terrorista às torres gêmeas do World Trade Center em 11 de setembro de 2001 e de outros protestos sociais também aparecem para questionar os ideais de vida presentes naquele país.

O atalho para construir uma sociedade sem racismo e mais igualitária tem sido doloroso na terra do Tio Sam. Em que pese os avanços como a eleição de Barack Obama para presidência, a morte do jovem Michael Brown revela que ainda há um caminho longo. O brutal assassinato do garoto negro de 18 anos pelos tiros da arma de um policial branco em Fergunson acirrou as tensões raciais e relembrou casos antigos de violência policial contra os afro-americanos.

Em fevereiro de 2012, o jovem negro Trayvon Martin, de 17 anos, foi alvejado por um segurança em um condomínio na Flórida. O assassino foi absolvido e gerou a revolta da população afro-americana. A morte do motorista negro Rodney King, em 1992, também faz parte desse quadro segregacionista. Na ocasião, King foi espancado até a morte por um grupo de policiais.

Diante deste cenário, Rihanna apresenta em seu clipe uma visão da sociedade estadunidense  ainda pouco explorada pela cultura pop. O vídeo traz imagens de ícones da luta pelos direitos civis nos EUA como os Panteras Negras e Martin Luther King e mostra que o tradicional sonho americano para negros e imigrantes sempre foi diferente do que é apresentado para o mundo.

“Nós suamos por alguns centavos e trocados, transformamos isto em um império.”

Os EUA também carregam o racismo como uma maldita herança dos tempos escravidão. Assim como no Brasil, a abolição não exterminou o preconceito. O surgimento de organizações criminosas como a Klu Klux Klan, apresentada no clipe de Rihanna, e a criação de leis baseadas no conceito de “raças separadas, mas iguais” (revogadas apenas em 1945) serviram para aprofundar a segregação.

O sonho americano para esse grupo social foi construído por pessoas como Rosa Parks e Martin Luther King, que derrubaram os muros existentes entre brancos e negros. Luther King ficou conhecido pela frase “eu tenho um sonho”, que reverbera até hoje na voz de Rihanna: “nós somos a nova América”.

Por enquanto, o clipe está disponível oficialmente neste link para quem já tiver a conta no Tidal. Se você não tem acesso, achamos o clipe disponível aqui. Corra para ver antes que saia do ar.

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Se ao menos essa dor trouxesse o menino de volta

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Foto: Calixto-Nego Júnior

Se ao menos essa dor servisse para bater nas paredes da justiça e abrisse portas. Se ela falasse e não só despenteasse nossos cabelos, mas botasse fogo no país até que ela não existisse mais.

Se ao menos essa dor fosse mais potente que a bala do fuzil. Ela salta fora da garganta como um grito, cai pela janela, faz barulho e morre ali. Se ao menos esse grito descesse o morro, trouxesse o menino de volta.

A dor é um pedaço de pão duro que a gente engole à força e não consegue cuspir de volta. Se essa dor ao menos sujasse os carros, invadisse o espaço do outro, atingisse esse ser que passa indiferente. Que, no escuro, não sofre e diz que não tem o direito de sofrer.

Se essa dor fosse só o punho machucado de tanto socar a parede de pedra. Mas essa dor é visível, é penalizante. Dói com lágrimas, sangra.

“Quando eu corri para falar com ele, ele apontou a arma para mim. Eu falei ‘pode me matar, você já acabou com a minha vida’.”

Se ao menos essa dor trouxesse o menino de volta.

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